19
nov
08

Woody Allen no Oscar

Ele voltou com tudo. Depois do excepcional Match Point, Woody Allen apresenta ao público sua mais nova comédia, Vick Cristina Barcelona. Não percam. O filme tem humor na medida certa, e não deixa de ser dramático para quem tiver paciência de analisar o sofrimento interno dos personagens quando o que está em jogo é o amor. E o melhor: é o amor retratado como ele é: instável. E tem toda a parte do sexo, uma discussão franca sobre impulso, tesão, liberdade sexual e o amor no meio de tudo isso.

Um filme imperdível, um dos melhores do ano. Penélope Cruz está marcante e pode ser indicada a mais um Oscar, o de atriz coadjuvante. Allen deve marcar presença pelo roteiro, mais uma vez muito inteligente e bastante original. Poderia ser indicado também como diretor, mas a concorrência parece estar forte. A direção é muito bem conduzida, com segurança, enquadramentos perfeitos – principalmente da cidade de Barcelona –, além de o cineasta ter explorado bem o seu elenco, que fora Cruz, ainda conta como uma grande aparição de Javier Bardem, premiado com o Oscar de ator coadjuvante por Onde os Fracos Não Têm Vez. Scarlett Johansson, que atuou em Match Point e aqui interpreta Cristina, prova ser limitada, mas não compromete o bom andamento do longa. A outra protagonista, Vick, é interpretada por Rebecca Hall, também muito bem.

Enfim, uma boa dica para quem procura um filme para o feriado do dia 20. Pode ir com a consciência tranqüila!

 

Abraços,
Emilio Franco Jr.

13
nov
08

diversidade nas telas

Hoje teve início em São Paulo o 16º Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, o Mix Brasil.

Até o dia 23 de novembro, 200 obras, entre longas e curtas, serão transmitidas ao público. Narrativas inovadoras tratam de diferentes temas, na maioria das vezes com estéticas ousadas e apresentadas por diferentes óticas, pelo menos diferentes dos contextos e clichês hollywoodianos.

A institucionalização da cultura gay é apresentada anualmente pelo projeto Mix Brasil por meio de uma extensa programação cultural.

Esta edição tem grande força nacional. Serão 51 filmes nacionais. Esse grande número apresenta o aumento de produções que tratam de alguma forma do universo homossexual, um mero reflexo de um mercado que cresce incessantemente, no Brasil e no mundo.

Os filmes contam com grande elenco, como Caco Ciocler, Vera Zimmerman, Paola Oliveira e Ney Matogrosso.

16° Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual
São Paulo, de 12 a 23 de novembro
Belo Horizonte, de 9 a 14 de dezembro 

Locais: 

Espaço Unibanco de Cinema (Salas 1 e 4) 
Rua Augusta, 1475 – Consolação – (11) 3288-6780
2° a 5° feira – R$ 14,00 (inteira) R$ 7,00 (meia)
6° a domingo e feriados R$18,00 (inteira) R$ 9,00 (meia) 

Cinesesc 
Rua Augusta, 2.075 – Cerqueira César 
(11) 3082-0213
2° a 5° feira – R$ 14,00 (inteira) R$ 7,00 (meia) R$ 3,50 (funcionário do comércio)
6° a domingo e feriados R$18,00 (inteira) R$ 9,00 (meia) R$ 4,50 (funcionário do comércio) 

Cine Olido 
Av. São João, 473 –Centro – (11) 3331-8399
R$ 1,50 

Museu de Imagem e Som
Av Europa 158 – Jardim Europa – (11) 2117.4777
Entrada franca

VIVA A DIVERSIDADE, PRINCIPALMENTE A DIVERSIDADE CULTURAL.
Marcela Marques

 

10
nov
08

Mais sobre Leonera

Tempo para comentar mais um filme exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e que, agora, estréia nos cinemas. O longa em questão é Leonera, representante argentino a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro. Para mim, é mais um que está fora, mas diferentemente do representante brasileiro, o filme é bom, entretanto sem força suficiente para integrar a lista de contemplados pela Academia de Cinema dos Estados Unidos.

Dirigido por Pablo Trapero, o mesmo de Família Rodante, o filme conta a história de Julia (Martina Gusman), presa ao ser acusada de assassinar o seu namorado. Por estar grávida, a moça tem o direito de ficar em um pavilhão especial, que funciona como uma espécie de creche da penitenciária, já que, de acordo com as leis argentinas, as mães presas podem ficar com os filhos nas celas especiais até que eles completem quatro anos de idade. O brasileiro Rodrigo Santoro também atua no filme, dando vida ao amante do namorado de Julia, também investigado por uma possível participação no crime.

Com narrativa simples e casual, Leonera discute o direito de ser mãe. É um filme bonito, mas sem grandes momentos e sem grandes acontecimentos. Cumpre seu papel, passa a mensagem com clareza e conta com uma bela cena final.

ps: se alguém souber o nome da música infantil executada no início do longa, por favor me comunicar. Que música divertida!

Abraços,
Emilio Franco Jr.

06
nov
08

Uma tela, um vão livre e o céu cinza de São Paulo

Foto do Masp

Acompanhei a exibição do filme VIAGEM A DARJEELING, no vão livre do Masp durante a Mostra, porém não quero falar sobre o filme em si nesse post, vou tentar descrever a sensação de sentar no maior vão livre da América Latina, assistir um filme e, de quebra, comer uma pipoca. O telão desperta a curiosidade de quem passa pela Avenida Paulista, ao cair da noite as caixas de som são dispostas em seus devidos lugares e as cadeiras organizadas, a sessão começa a encher. Algumas pessoas vêm correndo de outros filmes, outras tentam comprar o ingresso na hora, mas já estavam esgotados. O cheiro de pipoca se propaga no ar e ao meu lado senta-se: um mendigo! Isso mesmo, um mendigo que sim (para o meu espanto), sabia ler.

O filme começa e o trânsito das 19:30 da avenida mais importante da cidade só piora. Ambulância, polícia, motos, busina, ônibus e fumaça, muita fumaça preta, porém parece que nada consegue desviar a atenção dos expectadores. Na metade do filme meu celular vibra (mesmo no vão livre do Masp é falta de educação deixar o celular tocar no meio da película), uma amiga de Brasília que não via há tempos estava por lá também. Levantei para encontrá-la e o meu companheiro de filme, que a essa altura pedia um cigarro para a menina à frente, se despediu de mim e finalizou: Até amanhã! Com certeza no outro dia ele também estaria por lá, afinal aquela era a sala de sua casa. Ao encontrar minha amiga o primeiro comentário foi: “Essa cidade é incrível, estou impressionada com isso aqui!” Eu, com todo o meu orgulho de ser Paulista acrescentei: não é mesmo? Isso é São Paulo! O filme estava para acabar e o trânsito já não incomodava mais, um vento leve batia e logo começou a tão famosa garoa.

Por alguns instantes me perdi do filme e comecei a pensar o quanto São Paulo tem para oferecer, achei incrível a mistura do critico de cinema, o estudante de moda e o morador de rua em uma mesma sessão de cinema, ali quase que no meio da rua. Voltei a prestar atenção ao filme quando ouvi: “bando de depravados”, que vinha da calçada, a cena era de sexo e mais uma vez o pensamento: tudo isso no meio da rua e, ao contrário do cinema, às claras! A sessão acabou, alguns passos até o fim do vão, a vista do céu cinza, o cheiro de pipoca e a garoa que não podia faltar, para finalizar a noite uma cerveja, uma porção de bolinhos de bacalhau e claro muito bom papo afinal, praia de jornalista é bar!

Luciana Carvalho

04
nov
08

Destaques da Mostra

Infelizmente, foi uma Mostra problemática, ao menos para mim. Pouco tempo livre para ir às sessões e problemas para conseguir ingressos. Tentei, sem sucesso, assistir ao novo filme dos irmãos Coen, Queime Depois de Ler. Os ingressos acabaram muito tempo antes da sessão.

Entretanto, o lado positivo foi que muitos filmes bons foram exibidos, inclusive diversos pretendentes a uma vaga de melhor filme estrangeiro na próxima edição do Oscar, como é o caso de Aquele Querido Mês de Agosto, de Portugal, Neve, da Bósnia e Leonera da Argentina. A nota negativa? A certeza de que o Brasil estará fora, pois Última Parada 174 é bem fraco.

O grande destaque da Mostra, creio eu, foi o filme de encerramento, Che, de Steve Soderbergh (Traffic). O longa – e bota longa nisso – tem 4 horas e 40 minutos de duração. Na Mostra foi exibido na íntegra, mas vai chegar aos cinemas divido em duas partes, Che – O Argentino e Che – A revolução. Estréias previstas para março e junho de 2009, respectivamente. No papel de Che Guevara está o ganhador do Oscar por Traffic Benício Del Toro, forte candidato a uma nomeação à estatueta dourada.

Outro filme que chamou a atenção é um velho destaque, mas que não poderia deixar de ser citado. O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, foi exibido em cópia restaurada, com a qualidade de imagem recuperada, e o som remasterizado. A obra-prima ficou ainda mais prima.

Foi uma Mostra de qualidade, com grandes filmes do mundo inteiro. Pena que não pude ver o vencedor O Estranho em Mim (trailer abaixo).

Abraços,
Emilio Franco Jr.

03
nov
08

Trágico longa alemão é o vencedor da 32ª Mostra Internacional de Cinema

Momentos da cerimônia de encerramento da mostra, com show de Maria de Medeiros

Momentos da cerimônia de encerramento da mostra, com show de Maria de Medeiros

O filme O Estranho em Mim é o grande vencedor da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Dirigido por Emily Atef, o drama conta a história de Julian e sua namorada Rebecca – vivida por Susanne Wolff, premiada como melhor atriz da Mostra.

O casal vive uma grande felicidade na espera do primeiro filho, no entanto quando a mãe dá à luz ao tão esperado bebê entra em uma grande crise. No lugar de todos aqueles sentimentos naturais da maternidade saudável, Rebecca, vive uma séria angústia seguida de muitos sentimentos ruins. A moça, então, se dá conta de que pode ser uma ameaça à criança, uma vez que não controla seus sérios ataques de nervos.

A mãe é mandada para uma clínica e com o passar do tempo desenvolve os mais profundos sentimentos maternos, quando volta a ter contato com seu filho.

A cerimônia de encerramento da mostra, que premiou o longa alemão O Estranho em Mim aconteceu na última quinta feira, dia 30 de outubro, no SESC Pinheiros, com o show de encerramento da atriz, cineasta e cantora Maria de Medeiros.

O anúncio dos vencedores foi feito no teatro Paulo Autran pelo apresentador Serginho Groisman e pelos diretores da Mostra Leon Cakoff e Renata Almeida.

Marcela Marques

27
out
08

amores proibidos não saem de moda

É no contexto da burguesia portuguesa que se passa a história de um encontro entre Simão e Teresa no filme Amor de Perdição, uma das atrações de hoje da mostra.

O conflito se dá com a dúvida da verdadeira existência de Teresa, que aparece para um adolescente  cheio de grandes problemas autodestrutivos, e diríamos.. hum… quase patológicos.

O menino Simão que atrai tantos problemas com sua personalidade suicida e tem uma difícil relação com todas, consegue ver a luz em Teresa, no entanto as dificuldades desta relação amorosa são muitas. As famílias inimigas não permitem que os filhos fiquem juntos, o que nos leva a uma situação clichê nos romances, mas com a magia dos romances históricos de Portugal.

Com uma ótima trilha sonora, o filme de Mário Barroso foi feito a partir do trágico romance de Camilo Castelo Branco. Transmitido hoje, às 20 h no Espaço Unibanco, o romance nos leva a reflexão sobre as questões do romance nas sociedades contemporâneas e as histórias de amores proibidos.

Marcela Marques

(to romântica hoje… hehe)

26
out
08

Oscar, estamos fora!

Trago más notícias: estaremos, novamente, fora do Oscar. Última Parada 174 é fraco. As cenas às vezes parecem muito artificiais, o filme é mal dirigido, e com humor em horas impróprias, como no momento em que Sandro seqüestra o ônibus, o que deveria ser o ponto alto do filme. Não me agradou ver o seqüestrador ser apresentado como uma vítima, não que ele não seja um produto da nossa sociedade, mas, inocentá-lo, como se seus atos não fossem condenáveis, irritou-me um bocado.

Para não me estender: cinematograficamente, o filme não tem força, é mal construído, mal conduzido pelo diretor Bruno Barreto. A tão esperada cena do ônibus é lamentavelmente rápida, pouco tensa, e risível. A discussão em torno do filme é válida, tanto na questão das conseqüências da nossa imensa desigualdade social, como na questão da conduta policial em casos como esse.

Mas, como o foco do Blog é premiação, e Última Parada 174 tem a pretensão de concorrer ao Oscar, aqui fica a primeira impressão do In Pellicola: não temos chance alguma. Para quem quiser conversar um pouco mais sobre a obra, sugiro uma discussão aqui nos comentários.

Para uma opinião um pouco mais aprofundada sobre o longa, fica a recomendação para que leia a crítica do site Omelete, um dos mais conceituados no ramo de cinema. As considerações feitas por Marcelo Hessel são muito semelhantes ao que penso.

Abraço,
Emilio Franco Jr.

20
out
08

Vamos debater cinema?

Se você pensou que na Mostra de cinema sua única opção seria ver filmes está muito enganado!

A 32ª Mostra Internacional de Cinema é lugar de debate!

Os Filmes da Minha Vida é a nova forma de debater cinema proposta pela Mostra este ano, e traz todo dia personalidades do cinema para discutir o assunto e revelar ao público quais são os verdadeiros filmes que marcaram suas vidas.

Os encontros são realizados diariamente no Clube da Mostra, na sala 4 do Espaço Unibanco da Rua Augusta (nº 1475) às 11h. Todos os debates têm entrada gratuita, mas sujeito à lotação!

Neste final de semana, o Clube contou com a participação, no sábado, do diretor da Mostra internacional, Leon Cakiff. Além de dirigir e produzir filmes, Leon criou o evento em 1977. No domingo, Hubert Alquéres, Diretor Presidente da Imprensa Oficial do Estado, é um entusiasta da Mostra e acompanha o evento desde a primeira edição.

Grandes nomes aparecerão ainda nesta semana, entre eles, acredito que estes em especial valem a pena acompanhar:

Quinta, dia 23 – Bruno Barreto

Diretor dos filmes Romance da Empregada, O Que é Isso, Companheiro?(indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 1998), e Última Parada – Ônibus 174, que será exibido na 32ª Mostra e é o indicado brasileiro a uma vaga na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

Sexta, dia 24 – Inácio Araújo

Crítico de cinema do jornal Folha de S. Paulo.Interessante para você, futuro-jornalista, que se interessa pela crítica da arte cinematográfica.

Domingo, dia 26 – Walter Salles
Premiado cineasta brasileiro, diretor dos filmes Central do Brasil, Abril Despedaçado e Diários de Motocicleta. Em parceria com Daniela Thomas, Walter Salles dirigiu Terra Estrangeira, O Primeiro Dia e Linha de Passe, que levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes deste ano pela atuação de Sandra Corveloni.

Terça, dia 28 – Hector Babenco
O diretor nasceu em Buenos Aires e nacionalizou-se brasileiro. Em sua filmografia, constam obras premiadas como Pixote, a Lei do Mais Fraco, O Beijo da Mulher Aranha, Ironweed, Brincando nos Campos do Senhor, Coração Iluminado, Carandiru e O Passado.

Se você tiver a oportunidade de ir, não perca!

Victoria Bessell


20
out
08

Em semana cultural, o Vão Livre do MASP vira sala de cinema

Com a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2008, o povo da terra da garoa ganhará outra opção cultural para animação geral da galera.

Com gostinho de lembrança – ou de segunda chance para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver – os filmes da 31ª Mostra serão exibidos gratuitamente (ueba!). Aqueles que foram sucesso em 2007 voltam nesse ano no Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo – MASP a partir de hoje, dia 20 de outubro, até quinta – feira, 30 de outubro, com sessões diárias, sempre as 19:30.

Um filme que me chamou a atenção é Maré- Nossa História de Amor, que será exibido no último dia. Marisa Orth , a eterna Magda, do humorístico Sai de Baixo, está no elenco como Fernanda, que coordena o grupo de dança da favela da Maré, no Rio de Janeiro, onde se passa o longa que conta a história dos sonhos, amores e intrigas e disputas pelo poder de famílias rivais da comunidade.

Sucesso em 2007, o filme Maré este ano é de graça!

Sucesso em 2007, o filme Maré este ano é de graça!

Confira abaixo a programação gratuita do Vão Livre do MASP, todo os dias a partir de hoje, às 19h30:

20/10 – segunda-feira

NÃO ESTOU LÁ (I´M NOT THERE), de Todd Haynes (135′). Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 12 anos.

21/10 – terça-feira

NO VALE DAS SOMBRAS (IN THE VALLEY OF ELAH), de Paul Haggis (121′). Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 16 anos.

22/10 – quarta-feira

SOS SAÚDE (SICKO), de Michael Moore (113′). alado em inglês.

23/10 – quinta-feira

O BANHEIRO DO PAPA (EL BAÑO DEL PAPA), de Enrique Fernández, César Charlone (97′). Falado em espanhol. Legendas em português. Indicado para: Livre.

24/10 – sexta-feira

PERSÉPOLIS (PERSEPOLIS), de Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud (95′). Falado em francês. Legendas em português. Indicado para: 12 anos.

27/10 – segunda-feira

ACROSS THE UNIVERSE (ACROSS THE UNIVERSE), de Julie Taymor (136′). Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 14.

28/10 – terça-feira

CONTROL (CONTROL), de Anton Corbijn (121′). Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 16 anos.

29/10 – quarta-feira

VIAGEM A DARJEELING (THE DARJEELING LIMITED), de Wes Anderson (91′). Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 14.

30/10 – quinta-feira

MARÉ, NOSSA HISTÓRIA DE AMOR (MARÉ, NOSSA HISTÓRIA DE AMOR), de Lucia Murat (104′). Falado em português. Indicado para: Livre.

Marcela Marques